
Um dos quadros de Dna. Lourdes
No dia 23 de junho de 2008, publiquei aqui um post, com o título:
Lendo a matéria abaixo, me lembrei dela.
Aos 80 anos de idade, uma senhora com memória e disposição física de fazer inveja em muitos jovens não perde uma aula de pintura. Cercada de amigos, às vezes chega atrasada à aula por causa das sessões de fisioterapia. O ambiente que a cerca é uma sala com muita cor e luz. Sobre uma mesa de canto, um moderno aparelho de som enche o ambiente com a ópera “Tristão e Isolda” de Wagner, “Carmen de Bizet, ou composições de Mozart, Beethoven e Bach, além de outros estilos musicais utlizados para iniciar o processo de sensibilização para a atividade.
O cenário inusitado faz parte da rotina de muitos moradores e freqüentadores do
Hiléa, centro de vivência para a maturidade. Os alunos têm idades que variam de 60 a 93 anos, e, por perto, um artista atento para estimular às atividade do dia. No decorrer das aulas, o processo de criação dos trabalhos desenvolve o senso crítico e estético. Mais importante ainda, faz com que as pessoas percebam suas potencialidades e descubram habilidades, na maioria das vezes adormecidas ou desconhecidas, tomando contato assim com sua capacidade criadora e o adquirindo prazer pela arte.
“Eu não acredito que na escola eu não fazia nada de arte e hoje velha eu faço. Olho para minha pintura e pergunto pra mim: Será que foi eu que fiz? Eu sou boa ainda para alguma coisa. Aqui no atelier a gente ganha auto suficiência. Tenho percebido que na arte a gente usa a memória, a inteligência e isso tem sentido. “ - comenta uma das alunas do grupo, com 86 anos.
Outro caso que emociona médicos e visitantes é o de uma senhora de 86 anos que apesar dos problemas nas articulações que já afetaram as pernas e parte da mobilidade das mãos, participa ativamente das aulas e mergulha no processo criativo. Preocupa-se com as cores e as formas que serão utilizadas para desenvolver o trabalho, e naquele momento, suas as limitações lhe parecem secundárias.
A maior parte das aulas é feita com propostas específicas e os alunos ficam extremamente concentrados, surpreendendo por suas habilidades. Quando estão atuando, relembram a sua história de vida e, sobretudo, percebem que pode ser autores de seus trabalhos, enfrentando desafios do processo criativo, estimulando a escolha e mente como conseguinte.
A arte pode combater a depressão muitas vezes sentida pelas pessoas com Doença de Alzheimer. Um estudo realizado em Brighton na Inglaterra mostrou que metade dos pacientes com Alzheimer que participaram da pesquisa tiveram significativa melhora em seus sintomas.
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